Pinta preta no peito, vermelha na coxa
Laranja e marrom na alma de onça
Que se esconde por debaixo da roupa
Estampada na trama das mais íntimas
Camuflada a espreita do amor distraído
Que hipnotizado é traído por sua retina
E o caçador vira presa da felina, que não é ferina
É feminina e me arranha e se assanha
Ronrona, se roça, vira gata mansa e se acanha
Boca rosa pintada de vermelho me beija
Cabelo transmutado em ouro me enfeitiça
E o azul vidrado do meu olho a pinta como uma tela única
Que o artista não vende, não dá e não troca por nada
Eduardo Bittencourt
segunda-feira, 1 de junho de 2009
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