quinta-feira, 14 de maio de 2009

Almas quase gêmeas. Ele de gêmeos. Ela de câncer.

Duas da manhã, e nada do sono acalmar
A voz soa nos ouvidos como eco distante
Perdido anos na memória das coisas de ainda infância

Familiar conversa entre dois desconhecidos
Flui por emoções irmãs na importância

Nascidas na cabeceira do rio puro da serra
Bifurcadas sem sentir escorrem por outras instâncias
Seguem limpas e chegam ao mesmo mar
Se reencontram e se reconhecem como num conto
Se misturam e trocam o calor, o odor e o amor aprendidos

Continuam puras como quando crianças
E quanta elegância têm em seu falar

Eduardo Bittencourt

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